3 fevereiro 2011 // Notícias, Publicações
Expominas entre os melhores da década

O Expominas foi apontado pela revista Projeto Design como o melhor centro de feiras e convenções da década. O trabalho da GPA&A é um dos destaques da edição especial de janeiro, que traz uma relação das principais obras da arquitetura brasileira no período, baseada na análise de dez especialistas. A revista exalta a originalidade do projeto, com uma estrutura radicalmente diferente de outros centros construídos anteriormente, e sua relevância no contexto nacional e latino-americano. “O clímax arquitetônico é obtido nos três pavilhões”, escreve o crítico Roberto Segre. “Finas colunas sustentam uma leve estrutura metálica tridimensional com área livre de mais de 5.000 metros quadrados, considerado o maior da América Latina”. A reportagem também destaca outros dois projetos do GPA&A: o Memorial da Imigração Japonesa no Brasil, na Pampulha, e a Casa Alphaville, em Nova Lima.



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O objetivo é criar um equipamento que instrumentalizará a vida da região e da cidade
Diferentemente de todos os estádios brasileiros já construídos, o Complexo Mineirão está situado numa região que dispõe de fartas áreas livres para abrigar todas as funções esportivas e complementares, exigidas tanto para sediar a Copa de 2014, quanto para garantir a sustentabilidade econômica e social do Conjunto após o evento.
O objetivo é criar um equipamento que instrumentalizará a vida da região e da cidade, complementando as funções demandadas pela população. Será transformado em um centro de atividades esportivas, contemporâneo em tecnologia e sustentabilidade, sintonizado com o conceito da Copa Verde. Conjugando várias funções afins: esporte, lazer, entretenimento e cultura, será o espaço do encontro.
Aproveitando o desnível existente no entorno do Mineirão, a nossa proposta parte da idéia de se criar uma grande praça nivelada com o acesso de público que contorna e interliga os edifícios do Mineirão e do Mineirinho, criando uma unidade para todo o conjunto. A praça, na laje superior, descortina uma vista privilegiada para a lagoa da Pampulha e seu notável conjunto arquitetônico. É através dela que se dará o acesso do público ao complexo, ora de nível, ora através de rampas.
Sob as lajes, serão criados espaços com grandes vãos e com pé-direito duplo, propiciando grande flexibilidade para as instalações do evento e para o uso futuro. Nesta área estarão localizados os estacionamentos, os acessos VIP, halls, lojas, as áreas de apoio e logística que irão suprir todas as demandas exigidas pela FIFA. Os espaços específicos poderão ser transformados, após a copa, em áreas comerciais e culturais, contribuindo para a otimização econômica do edifício.
A localização do Conjunto é estratégica, por possuir grandes eixos viários no seu entorno, propiciando múltiplas alternativas de acesso. Será previsto um terminal intermodal nas proximidades do Complexo que irá concentrar, num só espaço, os embarques e desembarques dos ônibus de linha e dos ônibus especiais do evento.
A área conta, ainda, com o Aeroporto da Pampulha a 2.8 quilômetros de distância e com o Aeroporto de Confins a 32,7 quilômetros, acessados pela Linha Verde, recém inaugurada, e pela Avenida Antônio Carlos, recentemente duplicada. De toda forma, serão necessárias algumas intervenções viárias pontuais no entorno do Complexo para garantir o perfeito funcionamento dos fluxos.
O Complexo Mineirão irá qualificar o diálogo com a paisagem cultural da região: recupera, moderniza e valoriza o conjunto como forma de reverenciar o caráter de bem cultural e ambiental de belo horizonte. Ele será integrado ao conjunto Urbanístico-Arquitetônico da Lagoa da Pampulha e às edificações do seu entorno, formando o mais vigoroso pólo turístico e cultural da capital mineira. São equipamentos que, complementados, reequipados e revitalizados, serão capazes de transformarem-se em um Complexo de inequívoca dimensão internacional.
h2. Principais intervenções a serem feitas
*Subsolo*
Será destinado aos escritórios da FIFA, vestiários e demais instalações para os atletas. Em cada lado de acesso ao gramado, haverá estúdios de TV e áreas para entrevistas rápidas com atletas e equipe técnica.*Térreo*
Serão instalados portões mais amplos com catracas eletrônicas, agilizando o acesso ao estádio. Também receberá sanitários reformados e praças de alimentação.*Nível 1*
Área para camarotes e apoio técnico. Ficarão nesse nível a sala de controle de som, iluminação e placares, e novos postos policiais com acesso independente e seguro a partir do térreo, com vista ampla para o estádio.*Nível 2*
A área de circulação receberá sanitários e áreas de alimentação reformados, que atenderão a toda a arquibancada superior. Neste nível também ficará a tribuna de imprensa.*Esplanada*
No nível de acesso do público ao Mineirão, será criada uma praça externa de circulação contornando todo o estádio. No nível inferior haverá outro anel de circulação, através do qual se dará a ligação entre o Mineirão e o Mineirinho.A esplanada superior será uma grande praça com vista privilegiada para a Lagoa da Pampulha, e o acesso do público poderá acontecer através de escadas, rampas ou elevadores. O local terá potencial para abrigar diversos eventos paralelos aos jogos ou independentes dos mesmos.
Sob as lajes, serão criados espaços com grandes vãos e pé direito duplo com grande flexibilidade de usos. Também estão localizados nesta área os estacionamentos cobertos, acessos aos camarotes, halls, lojas e áreas de apoio e logística para suprirem as demandas de funcionamento do estádio.
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Perspectiva do Varandão do Parque Municipal
O Parque Municipal Américo Renê Gianetti foi a primeira área de lazer da cidade de Belo Horizonte, inaugurado em 1897, na antiga Chácara do Sapo.
O local recebe diversos eventos culturais e de lazer que acontecem espalhados pelo Parque, sem infra-estrutura apropriada e que causam degradação de seus espaços. Dessa forma, um dos principais objetivos do empreendimento é a criação de um espaço multiuso que abrigue diversas manifestações de forma eficiente e segura, sem agredir o entorno e sem perturbar a vizinhança. Além disso, pretende-se a criação de um Centro de Memória do Parque Municipal, com o objetivo de sistematizar e socializar o acervo referente a historia do Parque e da cidade de Belo Horizonte.
O terreno escolhido para implantação do Espaço Multiuso possui área de 4.425m² , tendo o edifício uma área construída de 3.200 m². O acesso principal ao edifício se dá pelo Largo do Sol, espaço que abriga grande número de pessoas e que possibilita a ampliação do público nos dias de eventos de grande porte.
O projeto do edifício caracteriza-se por um amplo espaço multiuso coberto, de formato circular de onde se organizam todos os demais ambientes. Voltado para esse espaço, que possui capacidade para público de até 3.000 pessoas, foi proposto um grande palco para eventos, shows e apresentações teatrais, com toda a infra-estrutura necessária.
O prédio conta também com auditório para cursos e palestras com capacidade para 250 pessoas, cujo palco seria reversível para a grande área coberta; salas para cursos e oficinas; biblioteca com o acervo do Parque Municipal; lanchonete; instalações sanitárias públicas; além de um grande terraço descoberto, que possibilita aos visitantes a fruição da bela vista das copas de árvores centenárias do Parque.
A especificação dos materiais contribui para a leveza e transparência da edificação. Foram propostas treliças vazadas em madeira nos revestimentos laterais, a cobertura principal terá forro de madeira laminada colada. Os pisos externos serão em argamassa de alta resistência e granitina áspera, resistentes ao alto tráfego de pessoas no local. Serão utilizadas também divisórias móveis entre as salas de apoio e no auditório, para permitir a integração dos ambientes quando necessário. O edifício possui estrutura mista. A grande cobertura central, bem como o palco e pilares são de estrutura metálica, possibilitando grandes vãos, leveza e estabilidade ao conjunto.
Já as lajes são de concreto, viabilizando a obra quanto a parte executiva e funcional. A fundação em estaca trilho foi escolhida devido aos estudos geotécnicos e carregamento a terem indicado como a mais apropriada ao local.Os projetos complementares foram concebidos objetivando a flexibilidade, a facilidade de acesso e manutenção e o uso de sistemas eficientes possibilitando a economia de energia e a valorização da arquitetura.
O espaço multiuso estará totalmente interligado ao patrimônio ambiental do Parque, permitindo ao visitante uma integração natural e sem barreiras. O projeto foi pensado para criar um espaço livre e convidativo para a integração, o encontro, o lazer e a alegria. -

Memorial da Imigração Japonesa
O museu a céu aberto celebra a amizade entre o Japão e o estado de Minas Gerais e o que essa relação foi capaz de construir de concreto e de imaterial.
O projeto é uma ponte sobre um lago.
A ponte liga metaforicamente territórios, tempos, idéias e ideais.
O lago é como o mar entre as nações, e, também, aquele dos desafios, das conquistas, dos tempos vividos. As ações e obras se tornam visíveis por meio de datas marcantes que emergem à flor da água, e os espaços submersos representam as regiões do inconsciente do sentimento e da memória.
O percurso parte do Japão simbólico plantado de cerejeiras para a Minas dos Ipês-Brancos.
Celebrando o Japão e Minas, foram ainda dispostas a cada lado, paredes curvas alusivas às duas bandeiras: o círculo e o triângulo vermelhos. É uma feliz analogia que fala da síntese e concisão comum aos dois povos.Sobre esta parede estarão impressos em baixo relevo os nomes de japoneses e mineiros que participaram da construção deste tempo de solidariedade.
A forma da ponte simétrica e com curvas que se entrelaçam evoca ao mesmo tempo coesão, movimento contínuo e interdependência, e gera um percurso museológico de recursos multimídia e linguagem acessível para contar histórias de abertura, grandeza e amizade.
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Museu de Congonhas
Nossa proposta para o Museu de Congonhas, localizado junto ao Santuário Bom Jesus de Matozinhos, foi a vencedora do Concurso promovido pela Unesco em junho de 2005. O Projeto compõe-se de espaços para exposições de arte sacra, Centro de Estudos da Pedra e Centro de Referência do Barroco.
A realização do concurso é resultado de um trabalho conjunto do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Congonhas, com o intuito de criar um centro que possa reunir arte, história, tecnologia e fé.
O conjunto arquitetônico do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, “a Bíblia de pedra sabão” na leitura do poeta Oswald de Andrade, nos convidou a buscar, em nossa proposta, solução para três questões fundamentais:
* Implantação neutra, sem competição volumétrica com o conjunto principal;
* Espaços externos e percursos internos claros, amplos e reverentes. A dinâmica dos espaços faz ecoar a dimensão simbólica dos valores que acolhe e apresenta aos visitantes;
* O sentido de contemporaneidade afirma no seu tempo uma atitude atemporal de respeito, equilíbrio e harmonia.A pedra fundamental do Museu foi lançada em novembro de 2009 e a obra, que está sendo financiada com recursos da Lei Rouanet, tem sua execução prevista para dois anos.
De acordo com Jurema Machado, coordenadora da Unesco no Brasil, “Precisávamos de algo que possibilitasse a compreensão da magnitude do que este acervo representa na história da arquitetura e das artes mundialmente reconhecidas, mais até que no âmbito do país. O acervo oferece desafios de conservação e vem recebendo um tratamento continuado e necessário pelo IPHAN e pelo Monumenta”.
O discurso de Pedro Cordeiro, presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), seguiu a mesma linha: “O Memorial representa a oportunidade de desenvolvimento da cidade, porque mexerá com a auto-estima do congonhense. Será referência para a compreensão do processo histórico e da própria matéria-prima do monumento imortalizado”.
Material publicado pelo site da Prefeitura de Congonhas e alguns trechos poderão ser lidos também *aqui*.
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“Mineiro quando morre, vira montanha”
Lindo e representativo dos meus sentimentos, da minha mineiridade.
Gustavo, assim como você, sou amigo de longa data do Bob Tostes e vi ambos cantando, se lembra?
Leio sempre sobre sua trajetória de sucesso, meus parabéns!
Romulo,
Saudacoes montanhesas! E viva o Bob, que virou avo hoje!!! Ele acaba de lancar o cd Horizontes, lindissimo! Obrigado pelos seus comentarios, abraco amigo do Gustavo.
“MINEIRO, QUANDO MORRE, VIRA MONTANHA”. Ô Gustavo, você deu mais luz à coisa. Em São Domingos do Prata, minha terra, a gente sabe que mineiro, quando morto, vira minério; enquanto vive, sofre de mineração.