14 dezembro 2015 // Notícias, Novos projetos

Museu de Congonhas será inaugurado amanhã

Fotos: Leonardo Finotti

Fotos: Leonardo Finotti

O Museu de Congonhas será inaugurado nesta terça-feira (15), às 10h30, em cerimônia com a participação de representantes da Unesco, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da prefeitura de Congonhas. O espaço ocupa 3.500 m² de área construída junto ao Santuário Bom Jesus de Matozinhos, patrimônio cultural da humanidade. É dividido em três andares, com salas de exposição permanente e temporária, biblioteca e centro de documentação sobre o barroco brasileiro, ateliê para o desenvolvimento de trabalhos com pedra, além de loja e café. “O museu usa o caminho da gentileza, da reverência, da consciência e do respeito pelo Santuário. Nosso projeto teve de ser atemporal, embora seja testemunha de seu tempo e tenha orgulho de afirmar poesia, respeito, equilíbrio”, descreve Gustavo Penna.

O projeto da GPA&A foi pensado para dialogar com o lugar onde foi construído, propondo um encontro entre passado e presente como forma de preservar a história para o futuro. O museu está localizado no declive natural do terreno do Santuário e, ainda que valorize o contraste com suas linhas contemporâneas, mantém o protagonismo de todo o conjunto tombado. Sua arquitetura harmoniza com a linguagem secular de diversas maneiras, como pela implantação neutra, sem competição volumétrica com o conjunto arquitetônico principal, o ritmo da construção, com suas aberturas, proporções, alinhamentos e altimetrias em escala similar ao do resto do conjunto e a grande base em pedra, típica da época da construção do Santuário, com uso de pedras da região.

Museu de Congonhas

A parte superior da obra é leve e fluida, com paredes caiadas e pintadas com tinta mineral, a mesma usada na restauração da basílica e aprovada pelo IPHAN. Além disso, a longa e suave curvatura do prédio, que se derrama na encosta em um formato côncavo, ecoa a forma oval do edifício vizinho da histórica Romaria. “Estabelecemos um vínculo com o território simbólico, para preservar a solidez do acervo histórico e artístico e reafirmar esse patrimônio”, explica Laura Penna, coordenadora do projeto. No interior do museu, os recursos de instalações e luminotécnica flexibilizam e enriquecem as possibilidades de uso. Os espaços internos são fluidos e claros, nada fragmentado. “É o próprio barroco traduzido pela contemporaneidade”, diz Gustavo.

Museu de Congonhas

2 Comentários

  • Carlos Eduardo disse:

    Como sempre, mais uma obra que surpreende e nos encanta – é o traço do Gustavo que respeita às tradições e história da construção mineira. Estive no local, por ocasião de sua obra, porém sem acesso devido ao seu controle. Ví sua divulgação pela imprensa recentemente (reportagem televisiva), que nos mostrou belas características da obra, inclusive das réplicas de algumas obras do Aleijadinho, que poderão ser substituídas em prol da preservação das originais alí existentes. Parabéns ao Gustavo e toda a Equipe!

  • Muito bonito. Parabéns! Gostaria de ter a lista de profissionais envolvidos, especialmente o estruturalista, pelo qual agradeço.

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  • Memorial da Imigração Japonesa

    O museu a céu aberto celebra a amizade entre o Japão e o estado de Minas Gerais e o que essa relação foi capaz de construir de concreto e de imaterial.

    O projeto é uma ponte sobre um lago.

    A ponte liga metaforicamente territórios, tempos, idéias e ideais.

    O lago é como o mar entre as nações, e, também, aquele dos desafios, das conquistas, dos tempos vividos. As ações e obras se tornam visíveis por meio de datas marcantes que emergem à flor da água, e os espaços submersos representam as regiões do inconsciente do sentimento e da memória.

    O percurso parte do Japão simbólico plantado de cerejeiras para a Minas dos Ipês-Brancos.
    Celebrando o Japão e Minas, foram ainda dispostas a cada lado, paredes curvas alusivas às duas bandeiras: o círculo e o triângulo vermelhos. É uma feliz analogia que fala da síntese e concisão comum aos dois povos.

    Sobre esta parede estarão impressos em baixo relevo os nomes de japoneses e mineiros que participaram da construção deste tempo de solidariedade.

    A forma da ponte simétrica e com curvas que se entrelaçam evoca ao mesmo tempo coesão, movimento contínuo e interdependência, e gera um percurso museológico de recursos multimídia e linguagem acessível para contar histórias de abertura, grandeza e amizade.

  • congonhas

    Museu de Congonhas

    Nossa proposta para o Museu de Congonhas, localizado junto ao Santuário Bom Jesus de Matozinhos, foi a vencedora do Concurso promovido pela Unesco em junho de 2005. O Projeto compõe-se de espaços para exposições de arte sacra, Centro de Estudos da Pedra e Centro de Referência do Barroco.

    A realização do concurso é resultado de um trabalho conjunto do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Congonhas, com o intuito de criar um centro que possa reunir arte, história, tecnologia e fé. (mais…)


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