9 outubro 2017 // Notícias, Publicações

Livro sobre Museu de Congonhas reflete sobre valorização e interpretação do patrimônio

O processo de construção do Museu de Congonhas, inaugurado em dezembro de 2015, e suas contribuições para o desenvolvimento do município são tema do recém-lancado “Museu de Congonhas: Relato de uma Experiência”, da arquiteta Jurema Machado. A obra, editada pela representação brasileira da UNESCO, busca promover uma reflexão sobre como novos programas e equipamentos podem valorizar sítios do Patrimônio Mundial, como o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (MG), além de apoiar estratégias de desenvolvimento local e regional. “É fundamental compartilhar o processo de fazer, com seus desafios e lições, de forma a inspirar outros sítios do Patrimônio Mundial a criarem espaços análogos que funcionem como local de interpretação e valorização do patrimônio”, diz Jurema.

O Museu de Congonhas é apontado pela representação brasileira da UNESCO como um de seus trabalhos de maior sucesso na área cultural. Com projeto da GPA&A, o museu trouxe novas estruturas e recursos para aproximar o santuário do público, provocando reflexões sobre sua grandiosidade e importância histórica. “A publicação permite que o leitor conheça um caso concreto onde a Convenção do Patrimônio Mundial é utilizada como uma plataforma de cooperação que reforça o papel das comunidades na preservação e salvaguarda do sítio”, afirma a representante da UNESCO no Brasil, Marlova Noleto. O livro, que também mostra a importância da cooperação entre os diversos atores envolvidos (como Ministério da Cultura, IPHAN, prefeitura de Congonhas, moradores) para a preservação do patrimônio, foi enviado a outros sítios reconhecidos pela UNESCO para estimular experiências semelhantes. A obra completa pode ser baixada no site da UNESCO.

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Projetos em destaque

  • O objetivo é criar um equipamento que instrumentalizará a vida da região e da cidade

    Diferentemente de todos os estádios brasileiros já construídos, o Complexo Mineirão está situado numa região que dispõe de fartas áreas livres para abrigar todas as funções esportivas e complementares, exigidas tanto para sediar a Copa de 2014, quanto para garantir a sustentabilidade econômica e social do Conjunto após o evento.

    O objetivo é criar um equipamento que instrumentalizará a vida da região e da cidade, complementando as funções demandadas pela população. Será transformado em um centro de atividades esportivas, contemporâneo em tecnologia e sustentabilidade, sintonizado com o conceito da Copa Verde. Conjugando várias funções afins: esporte, lazer, entretenimento e cultura, será o espaço do encontro. (mais…)

  • Perspectiva do Varandão do Parque Municipal

    O Parque Municipal Américo Renê Gianetti foi a primeira área de lazer da cidade de Belo Horizonte, inaugurado em 1897, na antiga Chácara do Sapo.

    O local recebe diversos eventos culturais e de lazer que acontecem espalhados pelo Parque, sem infra-estrutura apropriada e que causam degradação de seus espaços. Dessa forma, um dos principais objetivos do empreendimento é a criação de um espaço multiuso que abrigue diversas manifestações de forma eficiente e segura, sem agredir o entorno e sem perturbar a vizinhança. Além disso, pretende-se a criação de um Centro de Memória do Parque Municipal, com o objetivo de sistematizar e socializar o acervo referente a historia do Parque e da cidade de Belo Horizonte.

    O terreno escolhido para implantação do Espaço Multiuso possui área de 4.425m² , tendo o edifício uma área construída de 3.200 m². O acesso principal ao edifício se dá pelo Largo do Sol, espaço que abriga grande número de pessoas e que possibilita a ampliação do público nos dias de eventos de grande porte.

    O projeto do edifício caracteriza-se por um amplo espaço multiuso coberto, de formato circular de onde se organizam todos os demais ambientes. Voltado para esse espaço, que possui capacidade para público de até 3.000 pessoas, foi proposto um grande palco para eventos, shows e apresentações teatrais, com toda a infra-estrutura necessária. (mais…)

  • Memorial da Imigração Japonesa

    O museu a céu aberto celebra a amizade entre o Japão e o estado de Minas Gerais e o que essa relação foi capaz de construir de concreto e de imaterial.

    O projeto é uma ponte sobre um lago.

    A ponte liga metaforicamente territórios, tempos, idéias e ideais.

    O lago é como o mar entre as nações, e, também, aquele dos desafios, das conquistas, dos tempos vividos. As ações e obras se tornam visíveis por meio de datas marcantes que emergem à flor da água, e os espaços submersos representam as regiões do inconsciente do sentimento e da memória.

    O percurso parte do Japão simbólico plantado de cerejeiras para a Minas dos Ipês-Brancos.
    Celebrando o Japão e Minas, foram ainda dispostas a cada lado, paredes curvas alusivas às duas bandeiras: o círculo e o triângulo vermelhos. É uma feliz analogia que fala da síntese e concisão comum aos dois povos.

    Sobre esta parede estarão impressos em baixo relevo os nomes de japoneses e mineiros que participaram da construção deste tempo de solidariedade.

    A forma da ponte simétrica e com curvas que se entrelaçam evoca ao mesmo tempo coesão, movimento contínuo e interdependência, e gera um percurso museológico de recursos multimídia e linguagem acessível para contar histórias de abertura, grandeza e amizade.

  • congonhas

    Museu de Congonhas

    Nossa proposta para o Museu de Congonhas, localizado junto ao Santuário Bom Jesus de Matozinhos, foi a vencedora do Concurso promovido pela Unesco em junho de 2005. O Projeto compõe-se de espaços para exposições de arte sacra, Centro de Estudos da Pedra e Centro de Referência do Barroco.

    A realização do concurso é resultado de um trabalho conjunto do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Congonhas, com o intuito de criar um centro que possa reunir arte, história, tecnologia e fé. (mais…)


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